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Entre Linhas

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17
Jul17

Story time #1|O meu primeiro mergulho

Line

O feliz acontecimento que vos relato a seguir aconteceu há cerca de 1 semana, no dia 6 de julho. Já se passaram quase 15 dias, mas continuo a "sentir o momento" como senti no dia. Sem mais demoras, vamos à humilhação pública.

Ieeeeeeeeeeeeeiiiiiiiii, chegou julho, chegou o verão! Chegou o tempo de apanhar sol, de mostrar ao mundo que também conseguimos ter uma corzinha para além da lula morta, de comer porcaria (ou healthy, depende, eu vou mais pela primeira opção), de dormir até às 5 da tarde, de ficar o dia todo na praia ou na piscina a torrar, naquela rotina do deitar-estorricar-mergulhar-deitar-estorricar-mergulhar, sucessivamente.

Não gosto de mergulhar, prefiro estar a queimar ao Sol, mas neste dia foi oficialmente a abertura dos mergulhos de verão 2017, meus amigos! Mas um mergulho a sério, com direito a molhadela dos pés à cabeça, não é cá coisa de meninos, “ah está muito fria, molho só os pezinhos”. Naaaaaaaa, que quando se faz uma coisa é para ser em grande, é o tudo ou tudo. Estava um calor de ananases, tinha estado a manhã inteira a tirar a cor de lula morta (e estava a obter resultados satisfatórios), numa praiazinha espetacular, e decidi fazer-me mulherzinha e ir dar um mergulho. Foi esplêndido!

A esta hora já devem estar todos a atirar-me pedras pela janela e a odear-me de morte e a desejar que tenha cancro por estar aqui a meter nojinho excessivo. Pronto, calma. Não foi bem assim o mergulho.

Em pleno dia 6 de julho, uma pessoa já só pensa em verão, certo? Certo. Ou seja, tudo o que tenha a ver com outra estação é esquecido e posto fora de pensamento, certo? Errado.

Acordei com um bonito trovão e pensei logo “é verão, que m*rd* de tempo é este?”. Um tempo depois a coisa acalmou e eu, que ainda sou crente no S. Pedro, pensei logo que tinha sido uma estupidez qualquer lá com ele, mas que o episódio não se repetia, pronto, esquecido, estás perdoado, agora volta o calor. Posto isto, a pessoa crente decide usar uma camisola que mostra os ombros e que é fresquinha-fresquinha e umas sandálias catitas. A esta hora o S. Pedro já devia estar a pensar em todo um plano maquiavélico que se seguiria para me lixar a vida, e a rir-se da minha cara depois disto. A sorte é que, no meio desta brincadeira toda, sabe-se lá por que santo (foi um bocadinho de bom senso talvez) decidi usar calças ao invés de calções. Tudo muito bonito, saí de casa, solinho bom, calor e eu a pensar que sim senhora, o S. Pedro é mesmo um amigo daqueles. Ahhhhhhhhhhh, que iludida!

Quando já tinha acabado o que tinha para fazer… Um trovão. Começo logo a entrar em pânico, a passar-me completamente, mas o meu lado bom acalma e penso que isto já para. Para aí 10min depois… Começa a chover e a trovejar ao mesmo tempo. Não é chover miudinho, é chover, chover, mesmo aquele chover de janeiro. Fuuuuuuuuuuck (na verdade o que eu disse foi mesmo um foda-se à português).

Entretanto, chega a pessoa que estava comigo e começo logo aos berros: “arranja quem nos venha buscar que eu não vou lá para fora assim, ainda por cima está trovoada!”. É que, meus amigos, pode chover, pode nevar, pode tudo. Menos trovoada, que eu devo ter uma qualquer fobia desconhecida, não sei.

Depois de uma tentativa de boleia e de chamar um táxi falhada, a senhora do sítio onde estava, que devia estar traumatizada com aquilo, oferece um guarda-chuva e a pessoa que estava comigo, parva, só diz: “vamos a pé! É só trovoada, não morres!”. E é nestas alturas que uma pessoa se apercebe que escolheu os amigos errados! Ninguém me entende!

Antes de sair ainda ameacei morrer, mas depois saí e, nos primeiros metros, tudo mais ou menos. O pior foi depois. “Ai god que flash! Não te assustes que vem um trovão”. Não me assusto?? Como assim não me assusto? Comecei a berrar e acho que tive ali um mini ataque de pânico. Para melhorar a situação, entrou-me, nesse preciso momento, sensivelmente 10 toneladas de lama para as sandálias. Bonito, só quem estava lá poderia apreciar o glamour: pingas a escorrer-me das costas, cada vez a entrar mais lama para as sandálias e eu a berrar como se estivesse a ser torturada pelo Saw.

Como podem ver, a minha vida é um glamour autêntico. Cada vez acredito menos nas fotos perfeitas das famosas. Pois, fotos todas encharcadas ou com o cabelo todo despenteado, como todos os mortais andam, não põem elas.

Vantagem: acho que consegui bater o meu recorde de palavrões por frase! Não é um bom prémio de verão?

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