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Entre Linhas

Entre Linhas

03
Jun18

Suicídio na adolescência

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Pelo título, já se percebeu que vou falar de um assunto mais que batido, mas que está longe de ser um não assunto. Tão, mas tão longe.

Ontem à noite, soube que uma rapariga de 14 anos, de quem eu já ouvi falar muitas vezes, se suicidou. Fiquei chocada, mesmo chocada, e a partir daí não consegui continuar a minha vida normalmente. Hoje ao almoço, soube que outra rapariga, de 18 anos, se tentou suicidar, mas felizmente não morreu. Continuei a não conseguir seguir com a minha vida normalmente, como se nada fosse, afinal esta rapariga eu nem a conhecia. Comentei com a minha mãe o facto de não conseguir ignorar isto e de não me sair da cabeça, ao que fui brindada com um "não penses nisso. Quantos, filha, quantos fazem isso".

Dói ouvir isto. Mas é verdade. É muito raro o dia em que não ouça a palavra suicídio, seja onde for. E isto toca-me especialmente, porque é uma realidade próxima, tanto na 1ª pessoa como com familiares.

Se qualquer suicídio me choca e me deixa a remoer durante uns bons dias, quando um adolescente, que tem uma vida pela frente e que supostamente deveria viver uma vida leve e feliz comete suicídio, é para esquecer. Não é justo. Não consigo aceitar que não haja ninguém que repare nos sorrisos de dor. Não aceito que não haja ninguém que repare na vida (im)perfeita que está à sua frente. Não aceito que pais, que supostamente são as pessoas que melhor conhecem os filhos e que estão dispostos a ajudar, não se dignem sentar-se e falar com os filhos sobre a sua vida, sem os julgar, sem minimizar ou menosprezar as suas preocupações ou medos. Quando se fala de um adolescente que se suicidou por um desgosto amoroso, este é automaticamente atirado à fogueira e apelidado de todos os insultos, e os pais, pobres coitados, que perderam o filhinho. Será que os pobres coitados algum dia se dignaram a sentar-se com o filho e a conversar com ele sobre o que o atormentava? Será que algum dia os pobres coitados abedicaram de uma noite de jolas com os amigos ou de um episódio da novela para ouvi-los?

E atenção, que não culpo inteiramente os pais. Na verdade, acho que aqui a culpa não é de ninguém. Porque, como temos direito à vida, também temos direito a escolher se queremos usufruir dela ou não.

03
Set17

Tag: perguntas que ninguém pergunta

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Well, depois de um mês desaparecida, estou de volta para a minha primeiríssima tag. Fui nomeada pela Hikarry. Muito obrigada pela nomeação!

1. Dormes com a porta do armário aberta ou fechada?

Fechada... Porque razão haveria de estar aberta?

2. Preferes ser atacado/a por um urso ou um enxame de abelhas?

Não sei mesmo... Eu tenho um pequenino-grande trauma com abelhas, mas a ideia do urso também me dá arrepios nos pelos, não sei.

3. Tens sardas?

Não, nem gostava.

4. Sorris sempre para as fotos?

Depende, se for fotos estúpidas não, se for para publicar habitualmente sim.

5. Já contaste os teus passos enquanto estavas a andar?

Obviamente! Quem nunca?

6. Quais os filmes que podias assistir várias vezes e nunca deixarias de gostar?

Eu não sou muito de filmes, mas talvez os do Harry Potter.

7. Quando é que foi a última vez que escreveste uma carta a alguém?

Se contarmos com uma mensagem de aniversário uma carta, este verão; caso contrário... A última carta que escrevi foi ao pai Natal.

8. Cantas no carro?

Quem não o faz não é uma pessoa feliz!! Canto tudo, mesmo as músicas que não gosto ou não sei a letra.

9. Já choraste porque estavas feliz?

Sim, eu sou daquelas pessoas que mal se ri começa logo a chorar desalmadamente.

10. Alguma vez dançaste sem música?

Odeio dançar, O-D-E-I-O! Por isso nem com música nem sem música.

11. Se tivesses um tesouro, onde é que o escondias?

Nunca pensei nisso porque a ideia de ter um tesouro é demasiado utópica para mim, mas talvez... Nalgum sítio debaixo da terra.

12. A melhor coisa para comer ao pequeno-almoço?

Normalmente só bebo leite, porque nunca tenho fome, mas vai chegar o dia em que me vou tornar fit e vou comer aquelas coisas chiques, tipo sementes e cenas, e batidos detox, tipo laranja, espinafres e alface.

13. Qual é a tua hora de dormir?

Depende. Durante as aulas por volta da meia-nnoite, nas férias quando me dá sono (sendo que isso varia entre a 1 e conseguir ficar a noite toda sem dormir).

14. És preguiçoso/a?

É o meu apelido.

15. Quando eras criança o que costumavas vestir no Carnaval?

Lembro-me de me vestir de gato e princesa.

16. Quantos idiomas falas?

Só falo português e umas palavras em inglês.

17. Cantas durante o banho?

Sim... É o único momento em que tenho esperança de cantar bem, mas sei que é só ilusão...

18. Gostarias de assistir ao concerto de que cantor ou banda?

Coldplay, Sia, Imagine Dragons...

19. Já viajaste para fora do país?

Não, mas em princípio vou viajar em dezembro.

20. Se encontrasses o génio de uma lâmpada, qual seria o teu desejo?

Assim de repente, um atalho para dados móveis no iphone.

Como ainda sou verde por aqui, vou nomear a Concha, a Engraçadinha e a Maribel Maia, mas quem quiser pode responder!

11
Ago17

O que eu não fiz este verão

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Estamos em agosto, o que quer dizer que estamos quase no fim do verão (sim, falta um mês e tal, mas para mim isso já é quase o fim), portanto acho que já posso fazer um balanço do que não fiz este verão.

Não fiquei morena. Pronto, isto já é clássico, mas este ano nem sequer me esforcei. Se me pus ao sol, a queimar e fiquei lá horas, não foram mais que 2 vezes. Digamos que o tempo este ano também não ajudou à festa (ahhh, não venhas com desculpas).

Não pus os pézinhos na piscina nenhuma vez. Tenho piscina em casa, o que faz com que isto seja um bocado estúpido, mas pá... Who cares.

Não renovei o meu stock de biquínis nem comprei roupa de verão pela primeira vez na minha vida. A sério, eu sou aquela gaja que, se for preciso, passa uma tarde de 30º metida no shopping, mas este ano caguei mesmo para o assunto. No início do verão ainda tive uma leve (muito leve) vontade de ir ver/comprar biquínis, mas depois esqueci o assunto. Resultado: a minha coleção de biquínis 2017 resume-se a partes de biquínis do século passado que me servem.

Não fui de férias. Já não é a primeira vez, mas este verão a minha vontade de ir era 0.

Para compensar comi aproximadamente 7 dezenas de gelados, sendo 90% magnum, que são os mais saudáveis, obviamente.

04
Ago17

Expectativa VS Realidade: Verão

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Espectativa: passar férias com amigos. Acampar 9 dias no sudoeste e de lá seguir para Vilamoura, onde temos à espera uma casa com piscina e tudo a que uma pessoa tem direito, e ficar na praia todos os dias até às 11 da noite.

Realidade: ficar em casa a dormir a tarde toda, durante 90% do verão. Há lá coisa melhor que dormir.

Espectativa: passar o dia na praia, ao sol, com 100000 óleos com todas as funções possíveis e imaginárias (que nem sabíamos que existiam) e acabar o verão preta, qual Sara Sampaio nas Maldivas

Realidade: continuar com a mesma cor de lula com que viemos ao mundo, e prometer todos os verões que para o ano é que vamos conseguir. Nunca conseguimos.

Espectativa: fazer planos para todos os dias.

Realidade: ficar em casa a fazer uma maratona de séries, mesmo que já as tenhamos visto aproximadamente 53 vezes ao longo do ano. Repetir séries é fixe. Pelo menos para quem não tem nada que fazer.

Espectativa: começar em dezembro a depilação a laser, já a pensar no boom que vai ser o verão.

Realidade: a gilete é a nossa melhor amiga todas as semanas. Que se lixe a depilação a laser, é muito caro e a merda é a mesma, no fim de contas.

Espectativa: tirar fotos tumbrl, cheias de filtros e coiso e tal, em cima das bóias da moda (que parolada vem a ser esta?).

Realidade: entender que das 347 fotos que tiramos, nenhuma se aproveita e aceitarmos a ideia de que nunca vamos ser fotogénicos na vida.

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Foto da minha autoria. Porque eu fui à praia.

20
Jul17

10 factos sobre mim

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Ora bem, definitivamente eu gosto de me humilhar. Podia fazer um haul de recebidos, mas não compro roupa há 3 meses e sou pobre. Também podia fazer um review todo pink e coiso, mas não sei editar imagens nem tenho paciência para procurar. Portanto, vamos a isto, que não há mais simples e só pela minha humilhação já vale a pena!

  1. Sou extremamente impaciente. Não tenho paciência para ab-so-lu-ta-men-te nada. Principalmente para crianças e velhos (agora caiam-me em cima).

  2. Sou a única pessoa que conheço que gosta de magnum de menta.

  3. Tenho um amor eterno e indestrutível por bolo brigadeiro, principalmente aqueles que têm morango (por falar nisso vou ali ver se está em promoção em algum supermercado para ir lá gamar 3 ou 4).

  4. Sou uma pedra, não me comovo com nada, muito menos com filmes/séries/livros/whatever. A última e única vez que chorei a ver um filme foi no "The last song". Calma, não me julguem, só chorei porque na altura tinha razões, e era uma pita. Agora admito que o filme é uma porcaria. Acho que até  "Dez coisas que odeio em ti", que foi um dos piores filmes que vi até hoje, consegue ser melhorzinho.

  5. Não me aproximo facilmente das pessoas, o que por um lado considero ótimo, por outro péssimo.

  6. Tenho um gosto musical um bocado duvidoso. Gosto de músicas que ninguém ouve e ultimamente tenho gostado de música assustadora e pesada.

  7. Tenho medo de coisas ridículas.

  8. Sou pró a cozinhar coisas queimadas. Tenho para mim que ainda vou ganhar um prémio no master chef, mas isto sou só eu a supor.

  9. Tenho uma doença com chocolate: não há um único dia em que não coma, seja de que forma for e se não comer começo a sentir coisas estranhas, como vontade de comer pessoas vivas. Bom, na verdade só sinto vontade de chorar e não consigo resistir. Sou uma fraca, esqueçam. Por favor, inscrevam-me nos chocolatoanónimos. Se há de drogas, de álcool, até de sexo (what?), também tem que haver de chocolate, não me lixem. Cada um tem os seus problemas. (Notinha mental: acabei de enfardar 5 chocolates do mar.)

 

17
Jul17

Story time #1|O meu primeiro mergulho

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O feliz acontecimento que vos relato a seguir aconteceu há cerca de 1 semana, no dia 6 de julho. Já se passaram quase 15 dias, mas continuo a "sentir o momento" como senti no dia. Sem mais demoras, vamos à humilhação pública.

Ieeeeeeeeeeeeeiiiiiiiii, chegou julho, chegou o verão! Chegou o tempo de apanhar sol, de mostrar ao mundo que também conseguimos ter uma corzinha para além da lula morta, de comer porcaria (ou healthy, depende, eu vou mais pela primeira opção), de dormir até às 5 da tarde, de ficar o dia todo na praia ou na piscina a torrar, naquela rotina do deitar-estorricar-mergulhar-deitar-estorricar-mergulhar, sucessivamente.

Não gosto de mergulhar, prefiro estar a queimar ao Sol, mas neste dia foi oficialmente a abertura dos mergulhos de verão 2017, meus amigos! Mas um mergulho a sério, com direito a molhadela dos pés à cabeça, não é cá coisa de meninos, “ah está muito fria, molho só os pezinhos”. Naaaaaaaa, que quando se faz uma coisa é para ser em grande, é o tudo ou tudo. Estava um calor de ananases, tinha estado a manhã inteira a tirar a cor de lula morta (e estava a obter resultados satisfatórios), numa praiazinha espetacular, e decidi fazer-me mulherzinha e ir dar um mergulho. Foi esplêndido!

A esta hora já devem estar todos a atirar-me pedras pela janela e a odear-me de morte e a desejar que tenha cancro por estar aqui a meter nojinho excessivo. Pronto, calma. Não foi bem assim o mergulho.

Em pleno dia 6 de julho, uma pessoa já só pensa em verão, certo? Certo. Ou seja, tudo o que tenha a ver com outra estação é esquecido e posto fora de pensamento, certo? Errado.

Acordei com um bonito trovão e pensei logo “é verão, que m*rd* de tempo é este?”. Um tempo depois a coisa acalmou e eu, que ainda sou crente no S. Pedro, pensei logo que tinha sido uma estupidez qualquer lá com ele, mas que o episódio não se repetia, pronto, esquecido, estás perdoado, agora volta o calor. Posto isto, a pessoa crente decide usar uma camisola que mostra os ombros e que é fresquinha-fresquinha e umas sandálias catitas. A esta hora o S. Pedro já devia estar a pensar em todo um plano maquiavélico que se seguiria para me lixar a vida, e a rir-se da minha cara depois disto. A sorte é que, no meio desta brincadeira toda, sabe-se lá por que santo (foi um bocadinho de bom senso talvez) decidi usar calças ao invés de calções. Tudo muito bonito, saí de casa, solinho bom, calor e eu a pensar que sim senhora, o S. Pedro é mesmo um amigo daqueles. Ahhhhhhhhhhh, que iludida!

Quando já tinha acabado o que tinha para fazer… Um trovão. Começo logo a entrar em pânico, a passar-me completamente, mas o meu lado bom acalma e penso que isto já para. Para aí 10min depois… Começa a chover e a trovejar ao mesmo tempo. Não é chover miudinho, é chover, chover, mesmo aquele chover de janeiro. Fuuuuuuuuuuck (na verdade o que eu disse foi mesmo um foda-se à português).

Entretanto, chega a pessoa que estava comigo e começo logo aos berros: “arranja quem nos venha buscar que eu não vou lá para fora assim, ainda por cima está trovoada!”. É que, meus amigos, pode chover, pode nevar, pode tudo. Menos trovoada, que eu devo ter uma qualquer fobia desconhecida, não sei.

Depois de uma tentativa de boleia e de chamar um táxi falhada, a senhora do sítio onde estava, que devia estar traumatizada com aquilo, oferece um guarda-chuva e a pessoa que estava comigo, parva, só diz: “vamos a pé! É só trovoada, não morres!”. E é nestas alturas que uma pessoa se apercebe que escolheu os amigos errados! Ninguém me entende!

Antes de sair ainda ameacei morrer, mas depois saí e, nos primeiros metros, tudo mais ou menos. O pior foi depois. “Ai god que flash! Não te assustes que vem um trovão”. Não me assusto?? Como assim não me assusto? Comecei a berrar e acho que tive ali um mini ataque de pânico. Para melhorar a situação, entrou-me, nesse preciso momento, sensivelmente 10 toneladas de lama para as sandálias. Bonito, só quem estava lá poderia apreciar o glamour: pingas a escorrer-me das costas, cada vez a entrar mais lama para as sandálias e eu a berrar como se estivesse a ser torturada pelo Saw.

Como podem ver, a minha vida é um glamour autêntico. Cada vez acredito menos nas fotos perfeitas das famosas. Pois, fotos todas encharcadas ou com o cabelo todo despenteado, como todos os mortais andam, não põem elas.

Vantagem: acho que consegui bater o meu recorde de palavrões por frase! Não é um bom prémio de verão?

13
Jul17

Apresentação (uau, que título mais original)

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Olá.

Pronto, o pior está feito. A primeira palavra está. Portanto, está oficialmente lançado o meu blog. Que comece... A minha humilhação!

E perguntam vocês, almas inexistentes, mas curiosas:

Então mas... Que andas tu aqui a fazer? Porque é que não vais fazer coisas mais interessantes, tipo ir à praia ou tirar essa corzinha de lula morta que tens no pelo? Hã? Para que é que criaste, afinal, um blog?

Então é o seguinte: eu gosto de escrever. Pronto, ok, sou uma nerd. Bom, como dizia, gosto de escrever coisas. Que coisas? Coisas que me surgem. Tanto posso fazer o texto mais engraçado do mundo como a carta de suicídio que a Maria Madalena podia muito bem ter escrito. Por aqui, é estarem preparados para isto tudo. E mais algumas coisinhas...

Ahhhhhhhh, mas claro que uma pessoa não se faz a isto sozinha, não se tem estas ideias sozinha. Tinha que se juntar à festaa minha querida amiga , pois claro. Tinha já eu esquecido esta ideia, percebido que pronto, sou uma pobre coitada que não tenho jeito para isto, quando ela me diz: "ahhhhhhhh, criei um blog". Foi a gota de água para reacender tooooooooda a minha vontade de criar um blog outra vez.

Hmmm, está tudo muito bem, mas e quais são os teus objetivos com o blog?

Não tenho objetivos bem definidos. O maior deles talvez seja escrever, passar o tempo. Para mim o blog é uma "diversão", não uma obrigação. Por isso, tanto posso vir cá mais do que uma vez por dia como uma vez em duas semanas, não sei. Vamos indo e vamos vendo.

E agora... Quem és tu?

Ah, isso... Dava um post muito grande, não me apetece fazê-lo. Pronto, vá, se querem saber é ler o blog. Conselho de amiga: não leiam, pelo bem da vossa sanidade mental. Ou leiam, se querem ganhar coisas catitas, tipo uma caixinha de bombons, ou ainda um paque de bolinhos de bacalhau da Avozinha, se pedirem com jeitinho que são caros.

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